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Obrigada.


domingo, 8 de agosto de 2010

Fim da linha.

Eram duas pessoas bem diferentes.
Ela ganhava, e ele perdia. 
Ele chegou um dia a perder o amor que tinha no coração. 
Por sorte dela, ou dele, ela achou.

Achou e ganhou um amor, e nisso ele ganhou um beijo. O beijo que fez-o sorrir feliz.

Ela morreu.
Ele perdeu mais uma vez.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Sobre tudo isso, eu sei.

Sobre estar só, eu sei.
Eu sei o que é me sentir sozinha e não gostar. Sei gostar também da solidão, apreciá-la a cada mordida ( que ela me dá, não que eu dou). Eu sei muito bem o que é estar rodeada de familia, de amigos, de amores e ainda me sentir sozinha. Ser sozinha é um estado psicológico, não físico. Pode apostar.
Sobre estar triste, eu sei.
Eu sei como é não querer levantar da cama a cada dia que passa. Sei o que é chorar uma noite inteira, um dia inteiro, uma semana inteira, mesmo que seja só por dentro. Sei o que é ser ferida mentalmente, fisicamente, sei o que é ser traída pelas pessoas que eu mais confiava.Sei o que é desabafar com pessoas que eu achei que nunca ia desabafar na vida, e só assim ficar melhor.
Sobre estar feliz, eu sei.
Sei o que é passar uma tarde inteira rindo de verdade. Sei o que é passar um verão inteiro sem chorar, sei o que é ter alguém pra contar pra sempre. Sei o que é comer uma pipoca tão boa e ficar bem o dia inteiro por causa dela. Sei ver a felicidade em um olhar infantil, ou em um sorriso velho. Eu sei.
Sobre amar e ser amado, eu sei.
Eu sei o que é sonhar todo o dia com a mesma pessoa. Eu sei o que é sentir aquele aperto gostoso no coração, o sangue correr mais rápido, só por ouvir umas certas palavras ( e em certo casos, só ler). Sei o que é andar de mãos dadas e me sentir feliz. Sei o que é passar um dia inteiro perfeito com uma pessoa só. Dois dias, três, quatro. Sei que amar é uma coisa tão difícil quanto fazer Miojo. Ah, se é. Sei o quão bom é ouvir "eu te amo"'s pela manhã, tarde, noite e madrugada. Sei quanto um beijo com amor pode mudar uma vida.
Sobre Bagunça, eu sei.
Sei o que é ter mãe, pai, vó , tios e até amigos pegando no meu pé porque meu quarto é pior que cidade depois de furacão. Sei o que é perdeu uma chave em  uma bolsa, e encontrar 3 dias depois. Ou perder um óculos em uma bolsa, e achar 8 meses depois. Arrumar meu quarto, e 3 horas depois ele estar do mesmo jeito que antes, e nem saber como isso é possível.
Sobre ser Confusa, eu sei.
Sei ser, e deixar as pessoas confusas. Eu não sei como, sério. Só de pensar eu já fiquei confusa. Você devia perguntar pra Talyta sobre isso. É..
Sobre ser Bipolar, eu sei.
Eu sei o que é mudar de humor a cada 10 minutos, eu sei ser amável, agradável, Afável. Mas também e um poucos segundos consigo ser Agressiva, Arrogante, Ameaçadora. Ah, e esses são apenas os A's! Sei qe a bipolaridade é um saco, e que já perdi amizades por causa dela. Já perdi amores por causa dela. Sei de todos os pontos negativos e positivos de todos os humores possivel. "Me abraça!" "Não me toca!". Duas frases que eu gosto muito.



Sobre ser Francis, eu sei.
Eu sei de tudo e mais um pouco, dentro de minhas linhas Eu sei como é ouvir musica pra espantar o medo. Sei o que é ligar o abajur só pra ter certeza que não tem nada na escuridão. Sei o que é não ir pra escola só porque eu chorei a tarde toda. Sei o que é pintar as unhas de dois em dois dias. Sei o que é vaidade, sei o que é ódio, sei oque luxúria, sei o que amor. Sei cada linha da minha vida, na palma da minha mão. Sei o que é esperar um ano pra ver uma pessoa. Sei o que é esperar dois anos. Sei o que é ainda estar esperando. Sei o que é viver longe da minha mãe, e morrer cada dia um pouquinho por causa disso. Sei como o amor e o ódio se misturam aqui em casa. Sei como um bebê muda as pessoas. Sei como as palavras mudaram a minha vida, e sempre vão mudar. Sei o que é ser Bi, e ter dedos apontado pro meu rosto, dizendo que sou promiscua, puta, lésbica e uma pessoa sem moral. Sei o que é roubar corações e jamais devolver. Sei o que sentir frio, sei o que é sentir calor, sei como um sorriso muda um dia, uma noite, uma vida e uma alma. Sei que muita gente não vai ler até o final. Sei que o texto é confuso. Sei?






saber (ê)
(latim sapere, ter sabor, conhecer)



v. tr.
1. Possuir o conhecimento de. = conhecer ≠ desconhecer
2. Não ignorar. = conhecer ≠ desconhecer, ignorar
3. Ter experiência.


Sei.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Aliens, Robôs e Humanos. Quem você é?

Quando eu era pequena, eu gostava de observar tudo e a todos. Eu via cada pessoa existente a minha volta como aliens ou robôs. As vezes quando eu abraçava minha mãe, e ela estava muito ocupada e só me empurrava pra lá, eu botava na cabeça que um alien de outro planeta tinha absorvido o corpo dela, e que aquela não era minha mãe. Quando então ela me abraçava, dizia que me amava, e saía de mãos dadas comigo eu achava que ela tinha voltado pra mim, vencido aquele ET retardado que tinha tentado roubar-lhe o corpo.
Com meu pai era diferente. Eu nunca achei que ele era realmente uma pessoa humana, desde que tinha consciência que podia pensar o que eu quisesse. Pra mim ele sempre foi (e sempre será) um robô. É, ele sempre foi muito alinhado, muito concentrado, muito dedicado, muito sem movimentos, muito reto. Muito robô. "Ah sim, senhor! Ah sim, senhor!" Repetia varias vezes ao telefone. Eu achava que aquela frase tinha travado dentro da sua garganta metálica, ou um parafuso tinha se soltado de sua cachinhola ( era assim que eu chamava a cabeça de robô dele). Minhas irmãs e irmãos eram tão seres humanos, nas suas adolescentes conturbadas, bater de portas e quartos sujos! AH, como eu gostaria de ser eles. Acho que minha mãe Alien se irritava perante isso, e vivia brigando comigo quando eu, com meus 6 ou 7 anos, colocava uma blusa de minha irmã mais velha, ou falava um palavrão que tinha ouvido meu irmão do meio proferir a um amigo na sala, enquanto espiava seus diálogos escondida no corredor. Humanos! Errando, vivendo, rindo e sendo eles mesmos. Então eu fui crescendo, e meus irmãos também. E eu fui percebendo que cada um deles iam devagarinho, bem devagarinho mesmo se tornando robôs ou aliens, ou elfos ou que diabos eles precisassem ser nas suas escolas, seu trabalhos, suas vidas amorosas.
E eu tive minha fase humana, minha pequena e quase curta adolescência, aproveitei muito. Mas quando eu percebi que o mundo estava começando a  me tornar um belo robô, uma bela alienígena, eu me limitei a isso. Preferi viver a vida como um ser humano.  Porque nada melhor do que dizer o que pensa, e não precisar tomar óleo no café da manhã.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Tá?


Era cedo da tarde, não passava das três da tarde. Ela chegou devagar, carregava com si apenas uma mochila e um sorriso leve no rosto. Ele sorria muito mais, e a abraçava muito forte. Ela reclamava baixinho, e sussurrava “ais” e ele afrouxava o abraço, mas por obrigação. Não queria soltá-la nunca. Conversaram na varanda da casa com os pais dele, nada muito sério. Ela contou sobre a viagem e sobre a vida, a esperança ela deixou apenas pra si. Ele fumou um ou dois cigarros quando os pais entraram pra casa, mentira semana passada, quando completara 19 anos , que tinha parado de fumar. Ela gostava do cheiro do cigarro que ficava entre os dedos dele, era muito familiar pra ela. Até deu umas três tragadas, mas deixou que ele terminasse.
                O sol já ia baixando e entraram para o quarto dele. Ficaram deitados na cama, apenas se olhando, trocando toques e sorrisos, com os últimos raios de sol da tarde tocando e fazendo cosquinhas no rosto e pescoço dela, onde ele tocava e beijava e lambia e era feliz. Ela era feliz. Ela queria ser feliz. Estava sendo feliz, ali. Mais um pouco de tempo, e batidas de leve na porta. Um ranger, e olhos infantis  espiando pela fresta, depois os passinhos curtos e o sorriso em três rostos. A pequena  abraçava ela, e depois ele, e depois os dois e ria, e eles riam, e a felicidade explodia mais um pouco em cada coração ali presente. “Sei contar até cem, sabia?” A voz infantil espalhada por todo o canto do quarto, e mais risos. Contou, em voz alta, pausadamente, errando e pedindo ajuda. A guria queria amarrar aquela felicidade no peito e não precisar nunca mais soltar. Ela tinha aprendido a não ser feliz, mas aos poucos, talvez, naquele lugar ela aprenderia pouco a pouco.
                Deitados ali, ela contou pequenas histórias para a pequena, aquelas mesmo que ela tinha inventado e escrito em cadernos velhos em tempos distantes, quando ela ainda tinha motivos pra sonhar. A cada história curta, a menina pedia mais uma , mais uma, até cair no sono, pelo cansaço da escolinha, pelo cansaço da felicidade. Depois de um tempo da menina dormindo, ela se mudou de lugar para o lado dele, novamente, e se encolheu, deitando no peito dele. “Eu serei uma boa mãe?” Ela perguntou. Mas o que ela queria dizer era  “Um dia vou ser feliz? Nós vamos ser felizes?” . Ele sabia exatamente o que ela queria dizer, ele lia no ar, lia no cheiro e na voz. “ Claro que sim. Claro que sim.”.  “Eu te amo” ela sibilou, quando já estava escuro, e não conseguia ver mais o rosto dele “fica comigo pra sempre, tá?”. “Tá”. 

domingo, 13 de junho de 2010

Fake.

- Sabe o que eu estive pensando?

A mulher bradou no silêncio do jantar costumeiro. Nesta noite estavam comendo macarrão com molho de tomate, que ela tinha "acidentalmente" queimado enquanto cozinhava. Ele devia ter percebido já aquele sinal, do que aconteceria dalí alguns anos. Ele não respondeu a primeira pergunta que ela fez, e isso fez ela ficar mais irritada. Ele estava realmente encrencado. A mulher largou os talheres do lado do prato, e repetiu a pergunta, agora mais alto e com a voz mais rude.

- João!
- Hm? - Ele sussurrou sem olhar pra ela, colocando mais um pouco de macarrão dentro da boca que mastigava aberta e ruidosamente.
- Olhe pra mim! - Ela falou entre os dentes, e ele levantou os olhos pra ela mastigou mais um pouco e engoliu em seco.
- Quié, Mulher? - Mais um erro. Porque não chamava ela pelo nome, em vez desse jeito machista? Ela se sentou e sorriu delicadamente, e refez a primeira pergunta.
- Sabe o que eu estive pensando?

Sabe o que ela estava pensando? Que fora um desperdício ter casado com ele. Não tinha porque ter casado com um homem tão sem propósitos, que só ligava pra sua grande empresa, e que nunca parava na casa pra ver os filhos. Estava pensando que não o amava o suficiente pra morrer do lado dele, de tédio. Pensava que seria muito mais feliz se tivesse ficado com aquele rapazinho do segundo ano que sentava na primeira carteira, em vezes desse popular de merda filho de gente rica. Suas irmãs mais velhas estavam erradas! A promessa de uma ótima vida nunca veio.Nada de rosas, nada de bombons, nem um dia um beijo apaixonado e troca de olhares de amor. Não, em vez disso, muito dinheiro, roupas e jóias caras, vida social agitada. Mas nada de felicidade Nadica de nada.Era impressionante como era um grosso dentro de casa, e fora um homem de negocios totalmente fino. "Mas que ódio!" foi o ultimo pensamento dela.

-O que você estava pensando? - João interrompeu os pensamentos dela.
- Estive pensando que umas férias com as crianças cairia bem, não acha?


É, não foi dessa vez.

domingo, 6 de junho de 2010

Feliz aniversário, Masoquismo Mental.

Um ano pode ser muito e pouca coisa. Pra mim, pro blog, é muito. Ou nem tanto. Até agora foi muito. Lembro-me que criei o blog pra escrever coisas banais, meus desabafos, textos, idiotices em geral. Eu tinha acabado de sair de uma cirugia e eu estava quase entrando em depressão. Cortei o cabelo curto, e fiz novos amigos. Eu precisava fazer algo só meu e que me tornasse um pouco mais Francis, que me desse orgulho de ser aquilo que eu sou.
E foi isso que o Masoquismo Mental fez por mim. Fez eu ver que talvez eu até tenha talento pra alguma coisa, fez eu perceber que tem gente que ainda lê o blog, e gosta, e comenta, que diz ter orgulho de mim. Tudo que eu precisava naquela época era de um apoio pra mim continuar a viver, e foi isso que eu consegui escrevendo. Um motivo, uma razão pra continuar a sorrir. Sem contar todos os amigos que eu fiz por conta do blog (especialmente a Carol, obrigado por ainda me insentivar a escrever e me ouvir quando eu reclamoe tenho crise de existencia), e de todos que me apoiaramcom o blog (Lucc, Ary, Yuri, Silva, Lucas,Juh, Carol de novo e tooooodo mundo que lê aqui. ) eu amo muuuito vocês. Sem noção. Vocês foram a base pra eu me levantar do fundo do poço onde eu me encontrava.
E porra, ja tem mais de 5700 visitas! Mew, isso é demais pra mim :')

O que eu quero dizer, é que o Masoquismo mental, hoje dia 6 de junho de 2010 está fazendo um aninho de idade. Um bebê? Um blog velho? Ah, não sei. Só sei que é de extrema importancia pra mim. Meu filho único.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

tchau.

Eu sei que todos vocês não vão entender, afinal. Mamãe, Papai, amigos e todo mundo.Eu amo vocês. Mas mesmo assim, eu sei que não vão entender porque eu estou indo embora. E dessa vez não é que nem aquela vez que fugi pra São Paulo, e 3 dias depois papai foi me buscar. nã-nã-não. Dessa vez eu vou pra sempre. Queria deixar claro que a culpa é extremamente de mim mesma, por ter acreditado de mais em um amor, e acreditado demais que a felicidade exista. Acho que isso serve de lição pra meus irmãos pequenos quando lerem isso quando tiverem idade: Não acreditem na felicidade, ela não existe. É só um golpe de marketing que a sociedade criou pra você ficar ai, correndo atrás de sonhos que nunca vão lhe trazer a felicidade (afinal, a mesma não existe). O amor é outro que é quase lenda por aí. Esse então, não vou dizer que é mentira, que não existe, pois sei que existe por que senti em mim. Foi por pouco tempo,mas senti. O amor é triste. Não importa.
Quero pedir perdão por todas as coisas ruins que fiz a mim, e que atingiu a vocês, papai e mamãe. Aqueles cortes fundos nos braços, e os lençóis manchado de sangue (prometo essa ser a última vez). Desculpa. As cinzas de cigarro jogadas de proposito no tapete novo, desculpa. Os tapas, as brigas, as discuções na mesa porque eu me recusava a comer, as horas que me trancava no quarto pra ficar na internet. Eu nunca soube o que era viver (e nunca vou saber), mas não me importo e nem me importei. Esses 19 anos que vivi foram o suficientemente pra eu entender que não pertenço a esse mundo.
Perdão por não ter gostado da vida, mamãe. Não culpa sua, não é de ninguém. Eu apenas sou diferente disso tudo que vocês chamam de mundo e vida.

Amor, Larissa.


O texto acima foi encontrado ao lado do corpo de uma nova e bela jovem, dentro de um envelope verde. Familia horrorisada por todo o sangue no chão, e pelo corpo sem vida no saco preto que nós policiais levavamos até o carro do iml. Mais uma morte por suicidio... Tão comum. Tão comum ler cartas como essa, e não chorar. Tão comum consolar mães que choram 3 dias sem parar até parar em hospitais psciquiatricos. Tão comum alguma dassas pessoas morrerem sozinha e só semanas depois descobrimos o corpo por conta do forte cheiro que o apartamento exala. Culpa da solidão.
Suicidio, morte. Por que cabeça isso nunca passou?